04/08/2009 Zodíaco


Este foi o retrato falado feito, em 1969 pelo Departamento de Polícia de São Francisco, baseado nas descrições dadas pelos sobreviventes dos ataques praticados pelo Zodíaco.



Era o ano de 1968, faltavam poucos dias para o Natal, quando um casal de namorados foi baleado e morto dentro de um carro, nas proximidades do reservatório de São Francisco. O que poderia ser somente mais um assassinato, na verdade representava o início de uma onda de crimes que aterrorizaria toda São Francisco entre as décadas de 60 e 70. Em 4 de julho de 1969 outro casal de foi atacado dentro de um carro: Darlene Farrin morreu na hora, mas seu namorado, mesmo gravemente ferido, sobreviveu e pode dar uma descrição do assassino, um homem alto e musculoso, segundo ele, que há dias vinha perseguindo Darlene. Outro fato que chamou a atenção foi a semelhança de Darlene com a primeira vítima.
Após esse crime, o assassino que posteriormente se auto-denominaria Zodíaco, escreveu a primeira de uma série de cartas endereçadas a polícia, nela se identificava simplesmente como "...o assassino dos dois adolescentes no último Natal, e da garota no 4 de julho".
Pouco tempo depois, outro casal foi surpreendido por um homem encapuzado e armado que surgiu do meio do mato. Amarrados a uma árvore, os dois foram esfaqueados diversas vezes. Mais uma vez o rapaz sobreviveu, mas a garota não. Novamente o assassino escreveu para a polícia, numa mensagem em código onde dizia:"Adoro matar pessoas (...) É mais divertido do que caçar, porque o homem é o animal mais perigoso de todos".
Em uma de suas cartas, o criminoso se "identificou" e apresentou o que poderia ser sua "motivação": "Meu nome é Zodíaco. Matei dez pessoas, e matarei ainda mais. Quando morrer renascerei no Paraíso, e todos que matei serão meus escravos".
Seu terceiro crime foi o assassinato de um taxista, após o qual, Zodíaco afirmou que atiraria nos pneus de um ônibus escolar e depois mataria as crianças uma a uma, assim que elas saíssem. Também ameaçou explodir um ônibus e enviou o diagrama da bomba que usaria (o diagrama revelou uma bomba realmente funcional).
Usando o depoimento dos sobreviventes e as características mostradas nos crimes e cartas, foi montado um retrato falado e um perfil psicológico do assassino: branco, com cabelos ruivos, curtos (corte militar), óculos grossos de armação preta, musculoso, porte atlético e bem vestido; bom atirador, com conhecimento de química, bombas, história, mitologia e ocultismo. Pelas citações a filmes, que fazia em suas cartas (como "O Fantasma da Ópera"), chegou-se a conclusão que também era um cinéfilo.
Apesar de toda a mobilização, Zodíaco nunca foi capturado e sua identidade continua um mistério até hoje. Em sua última mensagem disse estar muito irritado com as mentiras que os policiais espalharam a seu respeito e que, por isso, mudaria os métodos que usava para obter "escravos", não mais anunciaria seus crimes, que daquele momento em diante iriam parecer roubos e acidentes, "...a polícia nunca me pegará, pois sou mais esperto que todos eles".
Seus crimes aparentemente cessaram em julho de 1970, mas se, em sua última carta, Zodíaco falou a verdade, seus crimes podem estar ocorrendo até os dias de hoje...
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