28/08/2010 Marcelo costa de andrade


Marcelo Costa de Andrade, o Vampiro de Niterói, foi um serial killer, acusado de ter matado cerca de catorze meninos nas redondezas de Itaboraí em 1991.
Como na maioria dos casos dos assassinhos em série, Marcelo teve uma infância problématica, viveu parte dela na Rocinha com a mãe que apanhava do marido. Foi mandado por um período para a casa dos avós, no Ceará, onde apanhava muito, então voltou para o Rio de Janeiro onde era vtima de maus tratos pelos novos companheiros dos pais, que haviam se separado. Foi nesse período que foi abusado sexualmente por um homem mais velho.
Foi internado em colégio só para meninos mas não fez amizades, sendo visto como ‘retardado’ pelos colegas já que não se saia bem nos estudos, aos 14 anos foi mandado embora do internato que só cuidava de jovens até essa idade.
Assim que saiu do internato passou a se prostituir e segundo ele, sempre era passivo durante seus programas, mas certa vez um homem mais velho o teria obrigado a ser ativo, o que o perturbou muito. Nessa época ele tentou cometer suicídio. Aos dezesseis anos foi morar com outro homossexual, Antonio Batista Freire, que começou a sustentá-lo e o apresentou à Igreja Universal do Reino de Deus, mesmo assim ele não parou de se prostituir, até que se separou de Antonio e voltou para a casa da família onde tentou abusar de seu irmão menor, só ai largou a porostituição.
Marcelo freqüentava os cultos e assistia as celebrações pela TV diariamente. Segundo ele, foi num desses cultos que ouviu que quando as crianças morrem, elas vão para o céu. Segundo a lógica do assassino, ele não matava adulto, pois poderia os estar mandando para o inferno.
Apesar da idade gostava de ouvir músicas da Xuxa e de outros ídolos infantis da época. A mãe de Marcelo conta que ele tinha o estranho hábito de ficar ouvindo uma fita gravada de quando o irmão mais novo estava chorando.
No dia 16 de dezembro de 1991, Altair Medeiros de Abreu, de 10 anos, teria saído com seu irmão, Ivan Medeiros de Abreu até a casa de um vizinho, quando os dois garotos passavam pela estação central de Niterói, foram abordados por Marcelo, que abusou e matou Ivan na presença do irmão que assustado passou a fazer tudo o que Marcelo queria. Os dois dormiram em um matagal, e na manhã seguindo partiram para o Rio.
Assim que conseguiu escapar, Altair Abreu voltou para sua casa e a denúncia do desaparecimento de Ivan logo chegou à polícia. Guiados pela vítima, os agentes capturaram Marcelo Costa de Andrade na frente de seu local de trabalho, no bairro de Copacabana, que confessou o crime imediatamente, não demonstrando surpresa.
Na delegacia, Marcelo confessou após o depoimento de sua mãe, Sonia Andrade que apresentou um facão ensangüentado que o filho escondia em sua casa, 14 assassinatos e guiou a polícia até as cenas dos crimes.
Além de violentar e assassinar os meninos, ele disse ter bebido o sangue de algumas de suas vítimas. Outros corpos foram encontrados decapitados ou sem o coração. Sua primeira pergunta ao ser preso foi se existia algum assassino similar no mundo.

“(...)Não reparei se ele estava vivo ou morto quando o estuprei. Não consegui me satisfazer. Apertei sua garganta mais uma vez para garantir que a alma dele fosse para o céu.”

Andrade foi declarado inimputável e vive em reclusão no hospital psiquiátrico Henrique Roxo, manicômio judicial da cidade do Rio de Janeiro.
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