10/08/2009 Angel Resendez


Talvez um dos mais românticos e característicos elementos da cultura americana sejam as ferrovias que cruzam o país, levando pessoas de um lado a outro. Ideal para os que não têm a paciência para longas viagens de carro, mas também não estão com pressa suficiente que justifique pegar um avião, ou simplesmente para aqueles que desejam viajar admirando a paisagem com tranqüilidade. As estradas de ferro foram as grandes responsáveis pela expansão do país e colonização dos territórios do oeste americano. Mas elas também guardam suas histórias de terror e sangue: durante quase dois anos um assassino usou os trens para se deslocar de uma cidade para outra, deixando suas vítimas para trás, desaparecendo antes do amanhecer.
Sua forma de agir era sempre a mesma, viajava de forma clandestina, atacava suas vítimas nas proximidades e desaparecia, novamente entrando clandestinamente num trem que estivesse saindo. Com esse modo simples de agir, Angel Maturino Resendez, de 39 anos, conseguiu iludir toda a polícia estadual e uma divisão especial do FBI, sendo preso somente no início de julho de 1999, graças a obstinação de um patrulheiro do Texas.
Aquele que ficou conhecido como o "Assassino da Estrada de Ferro", era um imigrante ilegal, que entrou nos EUA pela fronteira com o México, cometeu a maioria de seus crimes na região central do Texas, mas há suspeitas de que possa ter feito vítimas em Kentucky e Illinois. Comparado a outros serial killers, Angel Resendez parecia sempre apresentar um motivo para seus crimes (bebida, drogas, um lugar para se esconder, mas principalmente por dinheiro). Estuprou algumas de suas vítimas, mas isso, segundo o traçador de perfis do FBI, John Douglas, apresentava um caráter secundário em seus atos. Segundo Douglas, Resendez era um criminoso confuso e desorganizado, que não apresentava planejamento de seus crimes nem de suas fugas. Mas isso acabou trabalhando a seu favor: como entrava em qualquer trem que estivesse partindo, nem o próprio Resendez sabia para onde estava indo, dessa forma ficava difícil seguir sua pista. Apesar disso, Resendez, como todo assassino em série também tinha sua "assinatura": suas vítimas eram sempre encontradas próximo aos trilhos dos trens e as armas usadas eram as que estivessem mais próximas (garrafas quebradas, estiletes, entre outros), sendo, em geral, abandonadas no local do crime.
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