04/08/2009 Myra Hindley


Autora de crimes que chocaram até mesmo os mais antigos investigadores de homicídio, Myra Hindley não estava sozinha, tinha em Ian Brady mais que um companheiro, na verdade ele era um mentor e cúmplice em suas atrocidades.
Na pantanosa Hattersley, uma cidade da Inglaterra, em 1960, Hindley, então com 23 anos, e Brady, com 28, moravam na casa da avó dela e passavam despercebidos pela maioria dos vizinhos, que não os conheciam nem podiam imaginar todo o horror que a dupla era capaz de provocar.
Enquanto torturavam e assassinavam, os dois ainda tinham o sádico prazer de gravar os gritos das vítimas e fazer fotos pornográficas, que comprovavam o abuso sexual.
Tudo corria bem para os dois, até o momento em que decidiram recrutar mais um agente para seus crimes. O escolhido foi David Smith, cunhado de Hindley, com um passado de violência e alcoolismo parecia perfeito para acompanhá-los. O casal achou que uma demonstração de seus atos seria o suficiente para convencer Smith, dessa forma convidaram-no para assistir Brady matar um garoto de 17 anos a machadadas (foram 14 ao todo), ao final das quais o assassino estrangulou a vítima, durante todo o tempo fazendo piadas. Smith ajudou Brady e Hindley a limpar tudo e preparar o corpo para o enterro, mas, na manhã seguinte, foi com sua esposa a uma delegacia e denunciou os dois.
Apesar de negarem os onze assassinatos dos quais eram suspeitos, um de seu hábitos acabou por denunciá-los: uma foto de Hindley no pântano, olhando para um buraco cheio de entulho, deu aos investigadores a dica de onde começar a procurar por corpos. No local indicado pela foto foi encontrado o corpo de um menino de 12 anos, John Kilbride. As buscas encontraram mais corpos e talvez a vítima de maior impacto: Leslie Downey, 10 anos, desaparecida há dez meses, havia sido fotografada em posições pornográficas enquanto sofria abusos sexuais. Ela também foi torturada, tendo sido encontrada uma fita na qual foram gravados seus gritos nos últimos momentos de vida.
Apesar da condenação de Hindley e Brady à prisão perpétua, nenhum dos dois demonstrou qualquer sinal de remorso ou arrenpendimento durante o julgamento. Os dois ainda cumprem suas penas. Hindley tentou condicional recentemente, mas seu pedido foi negado, segundo o juiz ela "gastará o resto de seus dias tentando liberdade, mas não terá a mínima chance".
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2 comentários:

Sandra Helena* disse...

Bah...
...tanta crueldade pra que???

andre.p_erdei disse...

É lamentável pessoas com problemas mentais e/ou psycosociais como essas ao invés de se tratarem tirarem a vida de crianças e adolescentes tão novos como esses, fazendo-os passar por tal terror sem saber nem sequer o porque, as tais vitimas tinham uma vida inteira pela frente e foram privadas do direito de viver por pessoas psicoticas e sem coração... Eu q tenho apenas 16 anos penso na tristeza de uma familia perder seus filhos desse jeito. É realmente deplorável ter a possibilidade de formar uma familia e ao invés disso destruir a familia de outros; que ambos apodreçam na cadeia agora.

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